quarta-feira, 18 de setembro de 2013

SÍNDROME DE BURNOUT


A síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano. O transtorno está registrado no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde).
Sua principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônicos provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. A síndrome se manifesta especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso.
Profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver o transtorno.
Sintomas
O sintoma típico da síndrome de burnout é a sensação de esgotamento físico e emocional que se reflete em atitudes negativas, como ausências no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo, baixa autoestima.
Dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma, distúrbios gastrintestinais são manifestações físicas que podem estar associadas à síndrome.
Diagnóstico
O diagnóstico leva em conta o levantamento da história do paciente e seu envolvimento e realização pessoal no trabalho.
Respostas psicométricas a questionário baseado na Escala Likert também ajudam a estabelecer o diagnóstico.
Tratamento
O tratamento inclui o uso de antidepressivos e psicoterapia. Atividade física regular e exercícios de relaxamento também ajudam a controlar os sintomas.
Recomendações
* Não use a falta de tempo como desculpa para não praticar exercícios físicos e não desfrutar momentos de descontração e lazer. Mudanças no estilo de vida podem ser a melhor forma de prevenir ou tratar a síndrome de burnout;
* Conscientize-se de que o consumo de álcool e de outras drogas para afastar as crises de ansiedade e depressão não é um bom remédio para resolver o problema;
* Avalie quanto as condições de trabalho estão interferindo em sua qualidade de vida e prejudicando sua saúde física e mental. Avalie também a possibilidade de propor nova dinâmica para as atividades diárias e objetivos profissionais.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A importância do descanso

Provavelmente você nunca parou para pensar como raramente usamos nossos dias de descanso para realmente descansar. Sempre que você pensa que poderá dormir até mais tarde, ficar 


com as pernas para cima a tarde toda, lendo seu jornal, surge aquele convite irresistível para aquele evento único, ou então tarefas que já foram tantas vezes adiadas que tem de ser feitas com urgência, e lá se vão seus dias de descanso. O descanso não é a apenas uma opção, é uma necessidade do nosso corpo. Mesmo que não seja possível viajar, sair, conhecer novos lugares, é de extrema importância dar uma pausa em todas suas atividades rotineiras e relaxar. Quando nosso corpo está cansado, ele não consegue trabalhar direito. Começa a ficar ansioso, estressado, desmotivado, as ideias começam a vir confusas, as coisas são feitas de maneira mais lenta e com menos qualidade. O descanso está no DNA humano. O corpo precisa de um momento de relaxamento para poder seguir com suas atividades, sem prejudicar o resultado, ou para exercê-las da melhor forma possível.
Normalmente nosso corpo começa a demonstrar sinais de fraqueza quando chega o final do dia, o final da semana, ou até mesmo o final do ano. É certo que parte desse cansaço pode ser considerado psicológico, mas fato é que após um dia estafante de trabalho, onde muito foi exigido física e mentalmente da pessoa, a única coisa recomendada a se fazer é descansar. Caso contrário, seu corpo pode ser uma overdose de estresse e tarefas, e acabará tendo uma queda na imunidade podendo cair doente e piorando as coisas. Sem contar que metade dessas tarefas não será completa da melhor maneira possível.
Combine com sua família que certos horários e dias, determinados assuntos difíceis não serão conversados, decisões importantes serão tomadas em outro momento. Divida suas tarefas de acordo com o grau de prioridade e o tempo disponível que você precisará para realizá-las, para que assim possa programar um dia, ou algumas horas pelo menos, de seu final de semana para descansar e relaxar. É certo que assim muitos outros problemas e acidentes serão evitados, pois poderá resolver tudo com mais calma e mais bem disposto, resultando assim em menos coisas a resolver lá na frente.
Uma das melhores formas de manutenção das energias do corpo é através do sono. À medida que noites sem dormir bem são acumuladas, as reservas de energia do corpo passam a ser usadas, e se não forem repostas, começam os efeitos colaterais como dores musculares, cansaço, indisposição, imunidade baixa. Em geral, os médicos recomendam de 7 a 8 horas de sono por dia para os adultos. Porém, muitas pessoas tem problemas para conseguir dormir bem.
Vão aqui algumas dicas que podem lhe render bons resultados: faça exercícios; tome um banho morno antes de se deitar; evite cafeína, principalmente mais para o final do dia; tenha um horário certo para se deitar e se levantar; não sobrecarregue o estômago próximo da hora de dormir; não vá para a cama pensando nos seus problemas. Fora esses indutores naturais, há pessoas que recorrem aos medicamentos para dormir, porém esses medicamentos não devem ser ministrados sem acompanhamento médico.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

QUASE ACIDENTES SÃO SINAIS DE ALERTA

Diálogo Diário de Segurança – DDS

Segurança do Trabalho




Muitos acidentes quase acontecem... São aqueles que não provocam ferimentos apenas porque ninguém se encontra numa posição de se machucar. Provavelmente, se nós tivéssemos conhecimento dos fatos, descobriríamos que existem muito mais acidentes que não causam ferimentos do que aqueles que causam.
Você deixa alguma coisa pesada cair de suas mãos e não acerta o próprio pé. Isto é um acidente, mas sem grandes conseqüências ou mesmo um pequeno ferimento. Você sabe o que geralmente faz com que um quase acidente não seja um acidente com ferimentos? Geralmente é uma fração de segundo ou uma fração de espaço. Pense bem. Menos de um segundo ou um centímetro separa você ou uma pessoa de ser atropelado por um carro. Esta diferença é apenas uma questão de sorte? Nem sempre. Suponha que você esteja voltando para a casa à noite de carro e por pouco não tenha atropelado uma criança correndo atrás de uma bola na rua. Foi apenas sorte você ter conseguido frear no último segundo a poucos centímetros da criança? Não. Um outro motorista talvez tivesse atropelado a criança. Neste exemplo os seus reflexos podem ter sido mais rápido, ou talvez você estivesse mais alerta ou mais cuidadoso. Seu carro pode ter freios melhores, melhores faróis ou melhores pneus. De qualquer maneira, não se trata de sorte, apenas o que faz com que um quase acidente não se torne um acidente real. Quando acontece algo como no caso da criança quase atropelada, certamente, você reduzirá a velocidade sempre que passar novamente pelo mesmo local, você sabe que existem crianças brincando nos passeios e que, de repente, elas podem correr para a rua.
No trabalho um quase acidente deve servir como aviso da mesma maneira. A condição que quase causa um acidente pode facilmente provocar um acidente real da próxima vez em que você não estiver tão alerta ou quando seus reflexos não estiverem atuando tão bem.
Tome por exemplo, uma mancha de óleo no chão. Uma pessoa passa, vê, dá a volta e nada acontece. A próxima pessoa a passar pelo local não percebe o óleo derramado, escorrega e quase cai. Sai desconcertado e resmungando. A terceira pessoa, infelizmente, ao passar, escorrega, perde o equilíbrio e cai, batendo com a cabeça em qualquer lugar ou esfolando alguma parte do corpo.
Tome um outro exemplo. Um material mal empilhado se desfaz no momento que alguém passa por perto. Pelo fato de não ter atingido esta pessoa, ela apenas se desfaz do susto e diz. “Puxa, essa passou por perto!”
Mas se a pilha cai em cima de alguém que não conseguiu ser mais rápido o bastante para sair do caminho e se machuca, faz-se um barulho enorme e investiga-se o acidente.
A conclusão é mais do que óbvia. NÓS DEVEMOS ESTAR EM ALERTA PARA O QUASE ACIDENTE. Assim evitamos ser pegos por acidentes reais. Lembre-se que os quase acidentes são sinais claros de que algo está errado. Exemplo: Nosso empilhamento de material pode estar mal feito; a arrumação do nosso local de trabalho pode não estar boa. Vamos verificar nosso local de trabalho, a arrumação das ferramentas e ficar de olhos bem abertos para as pequenas coisas que podem estar erradas. Relate e corrija estas situações. Vamos tratar os quase acidentes como se fossem um acidente grave, descobrindo suas causas fundamentais enquanto temos chance, pois só assim conseguiremos fazer de nosso setor de trabalho um ambiente mais sadio.



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

DDS - Diálogos Diários de Segurança



SESMT – Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho pode contar com diversos instrumentos para a prevenção de acidentes e conscientização dos colaboradores para a prática de atos seguros como as CIPA’s por exemplo. Atualmente uma nova ferramenta vem ganhando espaço e sendo utilizada cada vez mais por profissionais como técnicos de segurança do trabalho.

Veja abaixo 10 dicas importantes para um bom DDS – Diálogo Diário de Segurança:
  
1. Tenha sempre em mente o objetivo do DDS: “Criar condições para que os trabalhadores possam trocar informações, apresentar idéias, comentar dúvidas e dificuldades relacionadas à Saúde, Segurança e Meio Ambiente”.

2. Considerando sempre as características do grupo, busque temas interessantes e atuais. Peça sugestões, pesquise na internet, jornais, traga “causos” interessantes. Use acontecimentos do dia-a-dia da equipe como algo ocorrido com familiares, no trânsito, fatos importantes divulgados pela imprensa, entre outros assuntos que possam servir de fonte de informação ao grupo.

3. Faça um DDS sobre o “DDS” explicando o seu objetivo e funcionamento. Deixe claro a importância da participação ativa de todos.

4. Incentive a participação do grupo, convidando-os a conduzirem o DDS. Você pode elaborar uma escala de rodízios, repassando essas dicas ao próximo coordenador. Combine com o grupo, dias e horários apropriados; planeje o local e o assunto a ser tratado.

5. Exponha o assunto de forma clara e com linguagem adequada, considerando o nível de entendimento dos participantes.

6. Em média utiliza-se 5 a 15 minutos para realização do DDS, podendo variar de acordo com o interesse do grupo, a importância do tema e a habilidade do apresentador que está coordenando.

7. Como o próprio nome já diz, o Diálogo Diário de Segurança é um instrumento recomendado para uso diário. Fica a critério do grupo, estipular a periodicidade mais apropriada para a utilização do mesmo.

8. Eventualmente, convide profissionais de outras áreas para falar sobre temas técnicos. Poderão ser convidados médicos, enfermeiros, psicólogos, engenheiros, técnicos, ou seja, pessoas que conheçam mais o fundo o tema a ser tratado.

9. Utilize os últimos minutos para conclusão da idéia inicial. Deixe aberto para exposição de idéias do grupo. Tenha cuidado com sugestões para que não tenha conotação de promessa, pois se a mesma não for cumprida o DDS (e até o próprio instrutor) poderá perder a credibilidade.

10. É importante registrar o DDS. Utilize os procedimentos da empresa, ou crie um procedimento próprio. Data, duração, local, assunto abordado, nomes e número de participantes, são dados que podem conter no registro. O registro possibilita o gerenciamento do DDS como ferramenta para a identificação de novos temas e dos temas já abordados, evitando a repetição dos mesmos. Também serve para acompanhamento da participação dos integrantes do grupo durante as reuniões.

domingo, 1 de setembro de 2013

Você tem medo de quê?



“ A VIDA É MUITO CURTA PARA SER PEQUENA.”

Esta frase, de autoria do filósofo Benjamin Disraeli define muito bem o sentimento arraigado na maioria das pessoas, o medo.
Medo de perder o emprego, medo de morrer, de ficar sozinho, de ficar sozinho, enfim, a grande maioria das pessoas tem medo de viver e vive com medo.
Quem vive com medo não consegue se sobressair em nada que faz, quando muito, fica na média, é um medíocre. Quem quer ser um profissional de destaque, ou no mínimo bem sucedido não pode ser medíocre, não pode fazer as coisas pela metade, ficar pelo meio do caminho. Novamente a pergunta: “VOCÊ TEM MEDO DE QUÊ?”
Quem está em busca de uma formação tão específica quanto os profissionais de segurança do trabalho não pode se contentar em ser medíocre. Profissionais de segurança necessitam seguir três premissas fundamentais para alcançar o sucesso e a realização profissional, a certeza de um trabalho bem feito e não ter uma vida laboral fútil, inútil, pequena ou vazia. É preciso ter CORAGEM, CAPRICHO E VITALIDADE.
Segundo Mário Sérgio Cortella, para que a vida seja pequena basta perder a coragem, é preciso  ânimo para aprender sempre, para realizar um trabalho, para construir uma família,é preciso coragem para ser decente, para não se omitir. É preciso vitalidade para não desanimar com respostas negativas, é preciso vitalidade para imprimir sua marca em suas ações e educar pelo exemplo. É preciso ter capricho em tudo o que se faz, sim, é preciso fazer o teu melhor com as condições que você tiver. Ainda digo mais, é preciso ser criativo, ter a capacidade de ir além do óbvio. Mas para isto é preciso ter coragem para enfrentar nossas dificuldades em vez de ficar se escorando nelas como se fossem muletas.
Coragem não é ausência de medo, coragem é a capacidade de enfrentar seus temores para que eles não se transformem em pânico, pois medo é o que te deixa alerta e pânico é o que te paralisa, portanto ter medo é saudável, desde que o teu medo não te paralise.

O bom profissional de segurança pode até ter medo de falar em público, mas se ele não disser sua platéia nunca vai saber. Afinal, você tem medo de quê?